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Nossa História

 

 

Do tempo em que se bebia água na bica

Os aquáticos, o chápeu de palha e o cajado, fornecidos pelas pensões e a estação de tratamento de 21 dias.
Em 1675, um vale cercado por montes suaves, no encontro de três rios, foi disputado palmo a palmo pelo bandeirante Lourenço Castanho Taques e pelos temidos índios cataguases.
Fundou-se na região um pequeno acampamento, que passou a ser chamado de "Pouso do Lourenço".
Em 1826, Antônio Francisco Viana descobriu nas terras de seu pais, no lodaçal, uma nascente de "água que fervia" e tinha sabor diferente. "Águas do Viana". As notícias sobre as propriedades terapêuticas das águas se espalharam pela região.
Em 1890, o comendador Bernardo Saturnino da Veiga, fundou a companhia as Águas Minerais de São Lourenço.

 

 

 

Trem: estação primeira, 1884 - estação definitiva, 1925

A primeira Estação foi aberta em 1884, pela Empresa Feroviária Minas Rio (The Minas and Rio Raiway). Era pequena, sem expressão e construída de madeira. A região de São Lourenço era uma área alagadiça quando foi inaugurada a ferrovia. Na época, o movimento comercial era feito pela estação de alvenaria de Carmo de Minas. A primeira ponte de madeira foi construída por volta de 1890. Com a construção da nova Estação da Rede Sul Mineira, em 1925, o bairro da Estação ganhou importância e o movimento foi incrementado, sendo necessária a construção de uma ponte de concreto mais segura, que foi inalgurada em 1929.

 

 

 

O engarrafamento, distribuição, a mata nativa

Em 10 de agosto de 1892, foi inaugurada a primeira fonte gasosa captada, sendo o professor Alfredo Schaeffer, da Escola de Minas de Ouro Preto, responsável pela análise das águas.
Em 1905, Afonso França e o Dr. José Joaquim de Nova adquiriram a companhia de Águas Minerais de São Lourenço, iniciando uma nova fase de exploração das águas. Foram construídos o edifício de engarafamento, depósitos, oficinas e houve a implantação do bondinho para transporte com tração animal, que circulava transportando moradores, veranistas e, inclusive, as caixas de água mineral para a estação ferroviária, onde eram embarcadas para as capitais, promovendo intensa campanha publicitária em todo pais.
Com o falecimento de Afonso França, a empresa passou para Herms Stoltz & Cia que a transferiu, em 1919, para a Companhia Vieira Matos, gerida por Carlos Vieira. Em sua gestão, fundou-se a indústria Cerâmica São Lourenço e uma grande serraria. Inaugurou-se a luz elétrica, a água encanada, modernizaram-se os pavilhões que abrigavam as fontes e montou-se o horto medicinal.

 

 

 

A Ermida, primeira igreja, e a Pensão Antonieta

Em 10 de Agosto de 1891, dia consagrado a São Lourenço, eregiu-se uma cruz no alto de um monte e celebrou-se a primeira missa, iniciando-se em seguida a construção da primeira igreja, a Ermida. No mesmo ano, aos 14 de dezembro, registrou-se o nome "São Lourenço", distrito do município de Silvestre Ferraz, hoje Carmo de Minas. Como vemos, o nome "Lourenço" esta presente em toda a história do Município. Desta feita, em homenagem de Bernardo Saturnino da Veiga a seu pai, o Coronel Lourenço Xavier da Veiga.
A construção da igrejinha, no local da primeira missa, deu-se entre 1892 - 1903, com a ajuda de homens ilustres da região e de duzentos operários trazidos de São Paulo, que vinham com suas famílias. Nos anos seguintes, o povoado passou a contar com a industria de banha, serraria, armazém, sapataria e serviço postal.

 

 

 

A era dos cassinos (1923-1946)

No ínicio do século XX, o único tipo de turismo que existia no pais era o de saúde. Famílias passavam temporadas em localidades como São Lourenço e Poços de Caldas - MG, a procura de banhos em águas terapêuticas. Para Campos do Jordão - SP e Petrópolis - RJ, iam em busca dos poderes curativos do clima da serra.

Nessa época, os cassinos, que eram proibidos desde o império, foram liberados pelo presidente Epitácio Pessoa, mas somente nas estâncias hidrominerais e climáticas. O imposto do jogo custeava o saneamento básico no interior do Brasil. O Cassino Brasil, em São Lourenço, foi contruído pelo visionário João Lage no ano 1923. Com a chegada de Getúlio Vargas ao poder em 1930, o presidente baixou decretos estimilando a construção desses estabelelcimentos. Os interventores que Vargas colocou no lugar dos governadores seguiram o mesmo caminho.
O imposto do jogo deixou de ir para o governo federal e passou a ser recolhido pelos municipios, o que motivou os prefeitos a incentivarem os cassinos e a hotelaria prosperou.
Getúlio Vargas foi derrubado em outubro de 1945 e seu substituto, o General Eurico Gaspar Dutra, que tomou posse em 31 de janeiro de 1946, baixou um decreto em 30 de abril do mesmo ano, dando fim a era dos cassinos.
Em 26 de janeiro de 1956, um grande incêndio transformou em cinzas o Cassino Brasil, que foi considerado o mais luxuoso cassino de São Lourenço.

 

 

 

A hotelaria e os veranistas

Ao fundo, o Hotel Brasil em sua primeira versão, com a apararência de um casarão de fazenda. Raul Penna Firme, professor da Faculdade Nacional de Arquitetura da Universidade do Brasil no Rio de Janeiro, foi contratado para o audacioso projeto de reforma e ampliação, toda em concreto armado, ao edstilo art deco. Executado entre 1927-1936, era na época o mais alto edifício do Sul de Minas, com oito andares. O visitante mais ilustre deste período foi o Presidente Getúlio Vargas, que ficou hospedado com sua comitiva por um período de 30 dias, com objetivo de fazer o tatamento com as águas medicinais. No primeiro plano, inauguração da fonte Magnesiana, versão arredondada, com colunas em estilo dórico inspirada no classicismo grego.

 

 

 

O monumental patrimônio arquitetônico art deco francês (1931 - 1395)

Francisco de Souza Consta, o comendador Costa, rico comerciante português residente no Rio de Janeiro, em 1929, assumui a direção da Empresa de Águas São Lourenço. Contratou o engenheiro José Ferreira de Andrade Junior para fazer a captação definitiva das fontes.
Em 1931, contratou o arquiteto francês Henri Sajous e seus compatriotas, Charles Hébrad (arquiteto) e Augusto Rendu (engenheiro). Sajous, que havia projetado o Balneário em Cambo-les-Bains, fez sua primeira viagem ao Brasil para projetar e executar o monumental conjunto art deco de São Lourenço, inaugurado em 1935, com a presença do presidente do Brasil Getúlio Vargas. O balneário, o grande lago artificial de 90 mil m², o pavilhão de pesquisas, engarrafamento e outras dependências, as fontes de água mineral, cada uma com propriedades terapêuticas e medicinais diferentes, tudo foi implantado em meio a parques e jardins, localizados no coração da cidade, com 430 mil m² de área.

 

 

 

Desfiles e bailes de carnaval no glamour dos anos 1920

Entre 1918 e 1923 inauguraram-se grandes empreendimentos hoteleiros no município, um cinema e belos cassinos, cuja atividade não se resumia a jogatina. Os cassinos eram grandes complexos de entretenimentos: os apostadores podiam jantar nos restaurantes, tomar drinques no piano-bar, dançar ao som de orquestra no salão de baile e assistir a musicais nos auditórios.

 

 

 

Desfile cívico e militar

Emancipado da condição de distrito, São Lourenço foi levado à categoria de município em 01-04-1927. Sua bandeira carrega dois dos quatros elementos da criação: água e fogo, como representados pelas faixas azul e vermelha. Sob fundo branco, há o brasão e o dístico com a inscrição latina: Acqua vitae ignis fidei ("Água da vida, fogo da fé"). À esquerda, em consonância com a faixa azul, as fontes; a direita, em consonância com a faixa vermelha, a grelha, simbolo do mártir e padroeiro São Lourenço.
Aqui são vistos a Rua Olavo Gomes Pinto, o prédio dos Correios, inaugurado em 1933, o Hotel das Nações, onde hoje é Shopping Antônio Dutra, e a população maravilhada com os carros de praça.

 

 

 

Da pedra fundamenta à construção e ornamentação: Igreja matriz (1935 - 1948)

Frei Egídio de Assis chegou a São Lourenço em 1932 e lançou a ideia de construir uma Igreja Matriz correspondente à cidade que crescia. A população, há muito, pedia por uma igreja maior do que a primitiva "Ermida do Senhor Jesus do Monte". A Diocese de Campanha enviou uma planta, rejeitada pela comunidade, que queria algo maior.
Aqui se ve a festa do lançamento da pedra fundamental para construção da Igreja Matriz realizada em 17 de março de 1395.
O aterro para sua construção foi feito com jatos dágua, tropa de burros e carroças que colocaram abaixo o "Morro do Bacha". A primeira festa de agosto aconteceu no ano de 1934 com a finalidade de arrecadar fundos para a construção da nova igreja. O mais pobre comprava um "tijolinho", o mais rico doava um vitral. A pintura decorativa interna ficou a cargo do mestre italiano Hetore Moretti que, em 1942, havia executado a pintura da Igreja Nossa Senhora da Saúde, na Vila Mariana, em São Paulo. Em 1946, começou sua empreitada.
O italiano, assim como Michelangelo na Capela Sistina, deixou sua marca.
A inauguração se deu em 25 de dezembro, durante o natal de 1948.
Em 1957, homenageando o 25º aniversário da chegada dos Franciscanos em São Lourenço, foi inaugurada, na praça anexa, uma escultura de bronze em tamanho humano, figurando São Francisco de Assis. Em 2016, por decreto do Papa Francisco, a igreja Matriz recebeu o título honorífico de Basílica Menor de São Lourenço Mártir.

 

 

 

Nas asas do progresso

O primeiro avião pousou na cidade me outubro de 1933, na Fazenda Jardim, atual Hotel Fazenda Ramon. Os filhos do Sr. Ramon Fernandez Lopes jogavam pelada, quando perceberam que um avião voava baixo. Imaginando que o piloto queria aterrissar, retiraram as traves e se afastaram, liberando o gramado, o que possibilitou o piloto Tenente Savagé, da Aviação Naval, pousar sem problemas. Não se sabe, ao certo, se o pouso foi motivado por uma pane no motor ou por simples aventura do piloto. O fato incentivou o Sr. Ramon a construir a primeira pista de pouso e decolagem em suas próprias terras, que posteriormente foi ampliada em 1938, quando o Sr. Victor Flore fez a doação de mais outra área de terra.
A inauguração do aeroporto, na década de 40, contou com a presença do Presidente Getúlio Vargas. O aeroporto operou com a Real Linhas Aéreas (1945 - 1961), a Nacional Transportes Aéreos e com Linhas regulares entre Rio X São Paulo.

Crédito
Textos e Ilustração: Simone Ribeiro


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