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Bons presságios para a economia em 2018

Índices apontam continuidade da recuperação do país, mas eleições podem frear retomada.

Se em 2016 o Brasil enfrentava uma crise econômica, decorrente do alto endividamento das famílias, indicadores apontam que, em 2017, o país iniciou uma recuperação. Em dezembro passado, a inflação atingiu 2,95% em 12 meses. Com o índice abaixo da meta, traçada em 4,5%, o governo conseguiu reduzir a taxa básica de juros (Selic), que chegou a 7% em dezembro. A taxa é a menor da série histórica, iniciada pelo Banco Central em 1986.

Com os juros em queda, o crédito se tornou mais barato em 2017, pois a Selic é usada como parâmetro para concessões de financiamento. A retomada gradual do crédito trouxe de volta mais investimentos, que, ainda reduzidos, impactam na reabertura de postos de trabalho. Após chegar a 13,8 milhões de desempregados em junho, o Brasil gerou até novembro de 2017, quase 300 mil empregos formais. Esse cenário mais positivo se desenhava desde o 2º trimestre, quando o Produto Interno Bruto (PIB) avançou 0,2%. Analisando esses dados, especialistas acreditam em um ano melhor, embora o ambiente político possa influenciar a retomada econômica do país. 

Para o economista da Fecomércio MG, Guilherme Almeida, apesar de bons índices, a economia brasileira se manteve volátil em 2017, devido ao cenário político, o que pode se repetir em 2018. "Em termos locais, por exemplo, percebemos a volta da confiança do empresário. No Brasil, observamos que as famílias, cujo consumo representa mais de 60% do PIB, voltaram a comprar mais. Porém, isso pode mudar por causa das eleições gerais ou das reformas. Elas geram muitas expectativas e incertezas em relação ao mercado", analisa.

O professor de Economia dos MBAs da faculdade IBS/Fundação Getúlio Vargas, Mauro Rochlin, acredita que a recessão ficou para trás, mas que a retomada da economia ainda será frágil e tênue. "Todos os setores, exceto a agricultura, apresentaram taxas de crescimento baixas", observa.

Os especialistas apontam que, em 2018, os índices econômicos devem continuar melhorando, considerando os números de 2017. Contudo, os bons resultados dos indicadores podem demorar a refletir no bolso do consumidor e, consequentemente, dos empresários. "Temos dois quadros possíveis e a política influenciará ambos. O primeiro representaria a continuidade da retomada da economia de forma impactante. Já o segundo sinalizaria a insatisfação do mercado com os resultados das eleições, gerando ainda mais desconfiança e resistência para investimentos", avalia Rochlin.

 

De olho no mercado

Enquanto isso, a melhor dica é ser eficiente nos negócios. Foi o que fez o empresário Paulo Andrade, proprietário da LR Móveis, em Belo Horizonte. Ele adaptou sua loja para manter o crescimento diante da crise. Reduzimos o estoque, reajustamos o quadro de funcionários e conseguimos equilibrar as dívidas. Como resultado, tivemos um bom índice de vendas e abrimos uma segunda loja", relata.

Observar o segmento em que atua e promover ajustes na gestão, como fez Andrade, é essencial para sobreviver em um mercado competitivo, com consumidores mais exigentes. Isso não deve mudar neste ano. De acordo com Almeida, conhecer todas as áreas da empresa é essencial para conseguir bons resultados. "O empresário precisa ter uma política de estoques bem formada, carteiras de fornecedores e clientes consolidadas. Se a ideia é expandir o negócio, pesquise e procure apoio de entidades que auxiliem a categoria, e tenha uma visão mais ampla do negócio", detalha Almeida.

Mais que conhecimento, é necessário ter precaução. Rochlin lembra que a economia ainda não registra uma expansão bem estruturada. "Cenários assim fazem com que o empresário fique inseguro na hora de investir. Por isso, ter cautela não faz mal a ninguém".

                                                                                                                         Fonte: Ministério da Fazenda, IBGE, Caged e Banco Central

 


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