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Vendas do varejo em 2017 recuperaram 1/5 do estrago provocado pela crise

Inflação e juros historicamente baixos permitiram a reação do setor no ano passado, mas recuperação do setor será lenta. Para 2018, a CNC projeta alta de 5,0% no varejo ampliado e de 3,2% no varejo restrito.

O volume de vendas do varejo ampliado acumulou alta de 4,0% em 2017, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada em 09/02, pelo IBGE. Esse foi o primeiro resultado anual positivo do setor desde 2013 (+4,3%). No conceito restrito – que conta com apenas oito dos dez ramos do varejo –, houve alta de 2,0% em relação a 2016.

No conceito ampliado do varejo, a crise durou três anos e gerou uma perda acumulada de volume de vendas de 20,5%. Portanto, em 2017, o setor recuperou apenas 1/5 do estrago provocado pela recessão. No conceito restrito, movimento semelhante. Da perda de 10,5% no acumulado de 2015 e 2016, apenas 2,0% foram recuperados no ano passado.

Dentre os dez segmentos avaliados, destacaram-se positivamente as lojas de móveis e eletrodomésticos (+9,5%), de materiais de construção (+9,2%), além do ramo de vestuário (+7,6%). Cabe destacar, entretanto, que sete dos dez segmentos varejistas registraram aumentos de vendas no ano passado.

Por trás dos resultados positivos de 2017, há, claramente, a contribuição positiva da menor taxa de inflação (+2,95%) desde a implantação do regime de metas em 1999. No comércio varejista, os preços dos bens de consumo duráveis e não duráveis registraram deflação em 2017 de -1,17% e -2,69%, respectivamente, de acordo com o IPCA.

Esse processo de redução da inflação abriu espaço para a queda da taxa básica de juros que, atualmente, encontra-se em seu piso histórico. Dessa forma, nos ramos do varejo em que as vendas a prazo cumprem papel relevante, o estímulo ao consumo foi ainda maior. Segundo dados do Banco Central, a taxa média de juros ao consumidor para a obtenção de recursos livres cedeu de 72,4% para 55,1% ao ano. Mantidos praticamente estáveis os prazos, a prestação média paga pelo consumidor apurou recuo de 12,3% em dezembro de 2017, ante o mesmo mês de 2016.

No plano regional, a difusão da reação do varejo se fez presente através do aumento de vendas em 22 das 27 Unidades da Federação (UFs). Em 2016, apenas uma UF (Roraima) havia apresentado crescimento no volume de vendas. Os destaques regionais positivos foram as taxas percebidas nos estados de Santa Catarina (+14,3%), Rio Grande do Sul (+13,3%) e Amazonas (+12,0%).

A evolução real das vendas através da PMC confirmou, portanto, o início do processo de recuperação do varejo no ano passado, tendência já confirmada pela recuperação parcial do emprego formal no setor (+26 mil vagas em 2017) e pela retomada na abertura líquida de lojas a partir de outubro do ano passado. Para 2018, o maior ritmo de atividade econômica puxado pelo consumo das famílias em um ambiente de inflação ainda baixa e os juros menores deverão permitir que as vendas no varejo mantenham tendência de alta. Para este ano, a CNC projeta alta de 5,0% no volume de vendas do varejo ampliado e de 3,2% no conceito restrito.

Fonte: IBGE


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